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quinta-feira, 26 de maio de 2011

As Faces de Belregard



O Resumo do Cenário, que pode ser baixado aqui, não contou com uma explicação sobre as etnias de Belregard. Eu já tenho todas elas descritas e farão parte do livro, algumas, inclusive, já foram postadas aqui e podem ser conferidas nos posts relacionados a “Etnias de Belregard”. Hoje eu tive uma ideia um tanto tola, durante o ócio, que é a de fazer o rosto destes habitantes. Como eu fiz? Com auxílio da tecnologia é claro. Tenho jogado Dragon Age: Origins e, na construção do personagem, você pode customizar o rosto do dito cujo. Pois bem, lhes apresento as faces de Belregard, com um pequeno resumo sobre sua condição.

PS – Por preguiça, fiz apenas semblantes de homens.

Belghos
Os Escolhidos do Criador representam a maior etnia de Belregard. Eles estão em todos os cantos mostrando que a centelha divina, deixada pelo Pai, os torna capazes de realizações incríveis. Arrogantes para alguns, irmãos mais velhos para outros, os belghos são tudo aquilo que seres humanos podem ser, imprevisíveis e irrefreáveis.




Dalanos
Donos de uma riquíssima tradição artísticas, os dalanos cantam e encantam olhos e ouvidos mortais. Seja com sua canção de corte ou o cortejo de belas moças e rapazes, este povo orgulha-se de seu legado cultural. Apontados por alguns como selvagens nos tempos passados, os dalanos sobrevivem num mundo marcado pela guerra graças a sua natural bem aventurança.




Igslavos
Habitantes da planície de Igslav, estes homens rudes representam uma força de respeito. Os primeiros bárbaros a serem convertidos à fé no Único, os igslavos levam seus deveres a sério e honram qualquer acordo tratado. Fanáticos por natureza, constituem o cerne dos Cavaleiros Alvos, a maior ordem de cavaleiros de toda a Belregard.




Parlos
Os antigos senhores dos cavalos do sul de Virka abraçaram com alegria a palavra do Único. Converteram-se, hoje, nos maiores mercadores de Belregard, presentes nos quatro cantos do mundo conhecido, assim como os belghos. De espírito sereno e contemplativo, os parlos gostam dos prazeres simples da vida.




Vihs
Também oriundos do norte, os vihs são tudo aquilo que os igslavos deixaram para trás. Orgulhos de sua ancestralidade bárbara, mantém seus costumem pagãos à vista de todos, sem temer qualquer represália de sacerdotes ortodoxos. Alguns deles seguem o Criador, mas mantém uma visão particular de Deus, visão esta que difere-se muito da adotada pelo Tribunal.




Estas são as etnias que povoam Belregard. É evidente que existem outras, como os vogos e os sombrios, mas não estarão destinadas aos jogadores.  

terça-feira, 3 de maio de 2011

Etnias de Belregard: Igslavos





Histórico: Em 150 DA, quando a Legião Fantasmagórica fazia seu caminho pelos ermos do norte de Belregard, era uma das primeiras vezes em que os homens de Virka deparavam-se com outros seres humanos e não tinham, de imediato, uma postura agressiva. Se por um lado os dalanos foram confundidos com um tipo de ser Selvagem, o mesmo não ocorreu com os igslavos. Misturados com seus irmãos vihs, eles foram vistos como hereges, pecadores, perdidos num caminho completamente contrário ao qual a humanidade estaria verdadeiramente destinada. Como Larsen e seus homens não dispunham de meios, e a necessidade de fixarem-se logo era grande, deixaram os igslavos sem compartilhar um contato direto.

Ao contrário dos vihs, sempre arredios, desconfiados e hostis, os igslavos ficaram curiosos com aqueles homens vestindo armaduras e carregando armas de ferro. Era algo jamais imaginado para um povo rude e simples, que vivia em pequenos ajuntamentos familiares, tentando sobreviver ao rigoroso clima do norte. Com a partida da Legião, igslavos e vihs foram novamente abandonados a própria sorte e logo suas contendas particulares voltaram a eclodir. A imagem dos cavaleiros do Vermelho havia enraizado-se na mente dos bárbaros e quando o Baronato de Rastov finalmente firmava-se no norte,não foram poucos os igslavos que ofereceram sua força bruta em troca do conhecimento e da doutrina, para lançarem-se no combate contra os Selvagens Dwerthären.

A outra grande diferença entre os igslavos e os dalanos era sua predisposição a hostilidade para com os Selvagens que ocupavam as montanhas ao norte. O lar ancestral deste povo, junto com seus irmãos vihs, sempre foi a Taiga Branca, uma imensa área florestal abaixo das montanhas. Os primitivos não tinham grande interesse em ocupar aquelas cavernas e salões, além do que os vogos também resistiam a qualquer investida por parte de outros povos humanos e, ao contrário dos vihs e igslavos, compactuavam de bom grado com os Dwerthären.

A convivência com os belghos de Rastov lhes trouxe mais do que conhecimento bélico. Eles foram convertidos e aprenderam sobre os ensinamentos do Único. Entendiam que, dentro do grande plano do Senhor, eles estavam um pouco abaixo dos belghos, que os acolheram, mas acima de seus irmãos vihs, que ainda resistiam à nova ideia de religião. A habilidade dos igslavos com armas de haste, limitadas a lanças longas e toscas antes da assimilação, foi muito bem aproveitada pelos homens do baronato, iniciando uma nova forma de se combater nos túneis apertados dos senhores das rochas, lhes proporcionando uma grande vantagem.

Apenas muitos séculos depois deste primeiro contato, com vihs e igslavos já fazendo parte do convívio em Rastov, é que surgiram os primeiros sentimentos de uma independência étnica. Primeiro com os vihs, devido ao evidente descontentamento para com a religião e as doutrinas dos barões, cansados de serem explorados por nobres covardes. Alguns igslavos, que ainda vinham alguma relação de parentesco com seus irmãos rudes, foram motivados pelo mesmo motivo, mas diferente do que ocorreu com os vihs, onde sangue foi derramado para que se tomasse novamente suas terras ancestrais, os barões deram aos igslavos suas concessões. Desse modo, uma nova castelania surgia, permanentemente atrelada a Rastov.

Descrição: Um povo de compleição robusta e acostumado ao clima severo do norte, os igslavos são um exemplo de superação e da capacidade humana em viver em locais ermos. Seguem o mesmo padrão de altura dos belghos. Não existem grandes diferenças entre eles e seus primos vihs, talvez apenas quanto a maneira de se portar, vestimentas e alguns traços faciais discretos. Os igslavos possuem narizes aquilinos, e ossos de suas sobrancelhas mais pronunciados, uma característica que pode deixá-los facilmente com um semblante de plena severidade.

Costumam ter cabelos em tonalidades escuras e os olhos seguem o mesmo padrão. A cor castanha e negra predominam neste caso. O uso da barba é comum entre os adultos, que as mantém rasteiras e bem aparadas, normalmente na forma de cavanhaque. Tranças nos cabelos dos homens são a única visão possível para aqueles que os usam cumprimos. Um cabelo longo e solto é sinal de indisciplina. As mulheres costumam manter penteados elaborados em coques ou tranças ornamentadas.

A mentalidade dos igslavos foi modificada no contato com os belghos. Quando ouviram as palavras do Criador, aqueles homens simples pareceram ter seus olhos abertos para a verdade. Consideraram sua existência anterior um completo engano ilusório. A partir daí surgiram os mais fervorosos seguidores da Fé. Homens comprometidos e fanáticos pela religião propagada pelos belghos. Os sacerdotes saídos deste povo representam o perfil de disciplina e aprendizado. É graças a ales que as ordens mendicantes tem se proliferado entre as fileiras da Fé. O total desapego ao que é material e a entrega de corpo e alma ao Único, como ensinou Alec. No Tribunal do Santo Ofício os igslavos configuram boa parte dos grupos executores, responsáveis por fazer valer a vontade de Oradores e Eleitos.

Relações: Os igslavos convivem muito bem com os belghos, a quem devem seus “esclarecimento” quanto ao verdadeiro sentido da vida e dever do homem em Belregard. Consequentemente, dão-se bem com os parlos, que constituem uma parcela significativa de sua sociedade, como trabalhadores honestos, humildes e temerosos. Se fosse possível montar uma nova ordem no mundo, os igslavos colocariam os belghos como Aqueles que Rezam, a si mesmo como Aqueles que Lutam e os Parlos como Aqueles que Trabalham. Na visão dos mais conservadores, seria uma existência em perfeito equilíbrio, sem as contentas de grupos hereges.

A atitude não é a mesma com relação as outras etnias de Belregard. Para os igslavos seus primos de sangue bárbaro vivem num caminho errado, mesmo tendo aceitado a supremacia da fé do Único, a heresia continua enraizada no cerne da existência dos mesmos. Este não seria o problema para um conflito real, mas o que torna a relação difícil é o fato dos vihs apoiarem abertamente os dalanos. Estes segundos possuem terras extremamente férteis e seriam um acréscimo significativo à logística militar de Igslav. É nessa resistência ao domínio que o conflito ocorre. Nenhuma guerra foi declarada, mas parece ser uma questão de tempo para que isso aconteça.

Os vogos representam tudo aquilo que os igslavos deixaram para trás, ainda vivendo nas montanhas em grupos nômades de caçadores e coletores, tendo como melhor aliado apenas o domínio do fogo.

sábado, 9 de abril de 2011

Etnias de Belregard - A Mítica em Torno dos Dalanos





Uma antiga lenda do oeste de Belregard fala sobre o reinado de Dálan, um rei poderoso como um leão. Muitas das vezes sua imagem é verdadeiramente associada com a do animal, carregando uma característica nobre e leal. As velhas iluminuras e tapeçarias do reino mostram a corte do rei Dálan com uma representação selvagem. Os sacerdotes acreditam que esta seja uma mera forma de comparar os homens aos valores imaginados de cada animal, mas outros creem que as formas animais eram reais. Dalanor teria sido uma terra de Selvagens.

Conta a lenda que na corte de Dálan existiam figuras muito importantes. O próprio rei, encarnado num leão antropomorfizado, cheio de coragem, honra, lealdade e força. Para aqueles que consideram essa questão Selvagem uma mera comparação, Dálan é o exemplo daquilo que um monarca deve ser. Existia também seu conselheiro, Tiecelin, que alguns pintam a imagem de um corvo e é uma figura que até hoje faz parte do folclore de Dalanor, como um mensageiro e contador de histórias. O cavaleiro do rei, Isegrin, era feroz, irresoluto e dedicado, um lobo no campo de batalha. Por fim havia ainda Uhrol, que era irmão de Isegrin e vivia com ela uma eterna disputa de força. Novamente, o fato de um urso ser irmão de um lobo corrobora com a ideia de que isto não passa de uma lenda, já para outros, mais fanáticos, é sinal de que ambos compartilharam alguma espécie de pacto de sangue.

Na corte de Dálan havia ainda outro ser de destaque, seu nome era Renart. Pintado nas iluminuras como uma raposa, as baladas que falam sobre Renart não cansam de repetir o seu gênio inventivo e sua predisposição a tirar vantagem de todos a sua volta. Seu grande inimigo nas fábulas era Isegrin, com quem travou inúmeros duelos. Conta-se que, determinada vez, Renart destruiu a família de Isegrin de um modo pecaminoso e absolutamente ultrajante. Enfurecido e frustrado, o velho lobo partiu da corte de Dálan, envergonhado.

Sem o braço forte do cavaleiro o rei, súdito após súdito abandou o leão em seu castelo. Deprimido, podendo contar apenas com o apoio de seus entes mais próximos, principalmente seus filhos, Dálan cantava e festejava dia após dia. Suas crianças faziam questão de lhe manter entretido, para que não pensasse na solidão e foi assim que o velho rei morreu, enganando a si mesmo. Os filhos de Dálan deram continuidade ao seu reino, carregando como maior símbolo aquelas canções que os faziam esquecer os problemas e foi somente através delas que eles puderam se reerguer.

Quando foram encontrados pelos belghos, no decorrer de seu avanço contra os belinaren, os “filhos de dálan”, como se autodenominavam naquele momento, viviam em perfeita harmonia com os Selvagens e assim o primeiro contato entre os “escolhidos de Deus” e eles, foi hostil. Foi sorte os dalanos não terem sido exterminados junto dos Belinaren, mas é provável que alguns homens e mulheres envolvidos no avanço tenham percebido, com o tempo, que aqueles homens de espírito altivo e voz melodiosa não eram tão diferentes deles. Novamente os fanáticos apontam sua própria versão para esta história. Segundo eles, os dalanos tinham sim traços selvagens quando foram encontrados e só depois da pecaminosa miscigenação com belghos puros foi que puderam limpar o seu sangue. Não existe um preconceito declarado contra os dalanos, mas não é difícil se imaginar o pensamento tendencioso entre aqueles que conhecem estas lendas.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Etnias de Belregard - Belghos

Encontrados em: Toda Belregard.
Linguagem vernacular: Baixo Belgho

Tidos como os escolhidos do Criador, os belghos remontam aos primeiros homens que abandonaram o vale de Belghor para descobrirem no mundo. Ainda curiosos e sem direcionamento, instalaram-se na região onde hoje fica Virka, e iniciaram o povoamento da área. Apesar do contato amistoso, inicialmente, com os Selvagens da região, não demorou para que o desejo do Único fosse cumprido, iniciando assim uma verdadeira caçada que culminaria com o pleno extermínio dos Belinaren e Dwerthären. Quando encontraram outros povoados humanos, perdidos em adorações heréticas, os belghos os trataram como Selvagens e não foram poucos os que morreram por conta desta decisão. Assim que perceberam ali a mesma centelha de poder divino, deixada pelo Pai, passaram então a converter estes homens, sempre que possível.

Os belghos apresentam uma grande variação de traços físicos, mas costumam ter estatura alta, indo de 1,70m até 1,90m para os homens e 1,60m a 1,75m no caso das mulheres. Tem a pele levemente bronzeada, indo do branco ao moreno, como uma característica marcante de sua longa história de batalhas, conflitos e trabalhos em louvor ao Criador. Os cabelos variam do castanho claro ao negro e os olhos seguem um padrão de tonalidade escura. Como a etnia dominante de Belregard, não é incomum que ocorram uniões entre belghos e membros de outras etnias, dessa maneira gerando descentes com os mais variados traços. Alguns dizem que as uniões entre belghos e dalanos, por exemplo, é capaz de gerar pessoas de extrema beleza.

Os belghos costumam ser centrados em suas vidas. É comum para os homens e mulheres estabelecerem metas em particulares, dando-se por satisfeitos apenas ao cumpri-las. Estas metas podem ser das mais simples e banais as mais complexas e perigosas, como criar bem os filhos ou devolver Belghor ao poder dos homens. Como era de se imaginar, sendo originários do vale negro, os belghos são os que mais sentem a necessidade de recuperar aquelas terras. São eles que formam a maior parte da população militar de Braden, liderando os avanços contra os corruptos.

Apesar de não ser uma característica obrigatória, o ufanismo faz parte da mentalidade de um belgho. Eles não acreditam ser os escolhidos do Único entre os homens, para liderar a humanidade, eles SABEM que o são. Este orgulho racial costuma colocar as relações deles, com outras etnias, um pouco mais hostil em um primeiro momento. Eles esperam muito daqueles que foram bárbaros, desejando ver a prova de sua crença no Único quase que diariamente e qualquer deslize já é apontado como suspeito. É algo que passa de pai pra filho. Uma desconfiança que pode estar no sangue dos belghos. Em contrapartida, esse senso tradicional parece ser ignorado por outros. A exemplo do que acontece em Varning, onde os homens celebram sua liberdade, o comportamento daqueles belghos assusta os conservadores.

Independente das dicotomias, os belghos são o perfeito exemplo do que a humanidade é capaz de fazer. Seja sobrevivendo na erma Rastov, ou lutando na fronteira da terra devastada e enegrecida de Belghor, estes homens e mulheres carregam a centelha do Criador e provam, dia após dia, que ela não foi depositada em seus corpos em vão. Seja para o bem, seja para o mal.